Voltou para o carro no estacionamento e encontrou um risco atravessando a porta? Antes de aceitar qualquer orçamento, vale entender uma coisa: nem todo risco é igual. A diferença entre um polimento e uma pintura localizada está na profundidade do dano, e dá para avaliar isso em casa, em um minuto.

As camadas da pintura

A pintura do carro tem camadas: chapa, proteção anticorrosiva, primer, base de cor e, por cima, o verniz. A gravidade do risco depende de onde ele parou:

  • Risco no verniz. O mais comum: marcas de chaves, arbustos, lavagem com pano sujo. A cor continua intacta por baixo. Polimento técnico resolve.
  • Risco na base de cor. Aparece uma linha mais clara ou branca. O verniz e a cor foram rompidos, e o polimento já não recupera: é caso de retoque ou pintura localizada.
  • Risco até o metal. Linha cinza ou brilhante no fundo do risco. Aqui o relógio está correndo: chapa exposta começa a oxidar, e ferrugem embaixo da pintura se espalha muito além do risco original.

O teste da unha

Passe a unha perpendicular ao risco, de leve. Deslizou sem travar? Verniz, provável polimento. Travou? O risco tem profundidade e vai precisar de tinta. Fundo cinza ou pontos alaranjados? Metal exposto, não deixe para depois.

Por que não vale esperar em Recife

Cidade litorânea tem maresia, e maresia é acelerador de corrosão. Um risco até o metal que aguentaria meses no interior começa a criar pontos de ferrugem em semanas por aqui. E ferrugem não fica parada: caminha por baixo da pintura boa, estufando e descascando uma área cada vez maior. O reparo que era um retoque vira lanternagem.

Cuidado com as soluções milagrosas

Canetinhas de retoque e polidores milagrosos de internet costumam piorar o serviço: cor errada, borrões e camadas que depois precisam ser removidas para o reparo correto. Em risco profundo, o barato sai caro.

Como resolvemos na Oficina Leão

Iraquitan Leão avalia a profundidade do dano e indica o caminho honesto: se o polimento resolve, é o que será feito, sem indicar pintura desnecessária. Quando precisa de tinta, o processo inclui preparação da chapa, colorimetria para acerto exato da tonalidade e acabamento em cabine climatizada, para o reparo ficar invisível e protegido contra a maresia.